sábado, 24 de julho de 2010

Segundos - Horas - Meses - Anos - Décadas

Eram dez horas. O coração palpitava, a respiração tornava-se ofegante.
Espera. Chegava a ser interminável.
Os segundos transformavam-se em milênios. Surgia a dúvida: devo continuar a esperar?
A esperança, dos tolos, tentava acalmar-me: "quem espera, sempre alcança", já dizia o velho ditado.
Em contrapartida, a mente pungia e dilacerava-me: "não vês que és um tolo, vai-te embora e não olhe para trás"
Indecisões. Qual caminho seguir?
Se ficasse só teria a incerteza do êxito, se partisse, existiria a dúvida do que poderia ter acontecido.
O que fazer? Nenhuma resposta.
O ponteiro do relógio parecia zombar da minha insistência. O tempo, com seu sorriso sarcástico, cantarolava em minha mente, afirmando que não importasse o tanto que ficasse aqui, nada iria adiantar, nada viria a resolver a situação, tudo continuaria como antes.
Lágrimas. Pequenas gotas salgadas rolavam pela minha face.
Sabia a verdade. Estava consciente.
Tudo iria continuar como antes. Nada mudaria. Somente o tempo, somente!!!!

Um comentário:

  1. Aparentemente, apenas palavras extravasadas sem sentidos. Porem, de alta reflexão! =P

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