- CÉREBROOO... CÉREBRO....
Esta frase era comumente usada naqueles filmes toscos de terror antigo, onde, geralmente, por causa de um vazamento de gás tóxico as pessoas passavam por uma espécie de mutação (se é que podemos denominá-la como tal) e transformavam-se em verdadeiros carniceiros, prontos para abrir um buraco na cabeça de qualquer indivíduo, exceto os que já estavam contaminados, e, transformá-los em seus semelhantes.
Estes seres, chamados de zumbis ou mortos – vivos, apavoraram diversas gerações, inclusive a minha infância. Lembro-me do medo que tinha ao entrar em um cemitério devido a estes filmes e sonhava, constantemente, que eles saiam de suas tumbas e infestavam a minha adorada cidade. Felizmente, tais tempos passaram e, atualmente, tenho consciência de que eles não passam de seres ridículos criados para assustar crianças imbecis, semelhantes a mim (é claro).
Como sou metido a filósofo (só metido, porque dele não tenho nada) fico analisando a nossa sociedade: a geração coca-cola e a geração orkuteira e, infelizmente, cheguei numa conclusão abrasadora: a maioria dos adolescentes são seres da classe zumbiense (nem sei se esta palavra existe; se não, acabei de criá-la e, para mim, zumbiense significa: seres desprovidos de inteligência que, geralmente, copiam os demais e que não possuem criatividade alguma; extremamente bitolados, possuem uma compreensão mínima da vida e só pensam em curtir e gozar da mesma). Parece que virou moda copiar e imitar os demais. A arte de pensar é algo que, para muitos, tornou-se incomodo, o melhor a fazer é deixar que certos mecanismos tecnológicos realizem esta atividade por nós.
A sociedade poderá enumerar diversos fatores que fizeram com que os nossos jovens se alistassem em tal grupo, o grande vilão seria o fácil alcance a determinados tipos de tecnologias que realizam determinadas atividades por nós. Concordo que algumas delas tornaram-se indispensáveis no nosso dia-a-dia, todavia, alguns, abusam das facilidades que elas oferecem. Um clássico exemplo disto é o corretor ortográfico do World (editor de texto da Microsoft), nele, o usuário fica sabendo, de imediato, se errou ao digitar uma determinada palavra o que, infelizmente, acaba levando alguns para a famosa zona de conforto e, estes, passam a depender de tal ferramenta e, conseqüentemente, não se preocupam em escrever corretamente, tendo em vista, que o pacote office irá socorre-lo. A prova disto, são as barbaridades que encontramos nas provas de redação de muitas faculdades, onde troca-se coisas elementares como o n pelo m, por exemplo.
A falta de controle pelos pais com relação ao abuso do uso da tecnologia seria outro fator que poderia vir a ser apontado. Impor limites para a utilização de tais mecanismos seria uma boa opção para minimizar os efeitos desta geração zumbi. Leitura, jogos de raciocínio, cursos de arte, poderiam ser utilizados como meios para reverter tal processo que, atualmente, está em expansão.
Acredito que este é o momento de dar uma brecada em tal força, pois a realidade, aos poucos, está sendo engolida pelo mundo virtual e, talvez, daqui há alguns séculos, surjam os seres vegetais, totalmente desprovidos de inteligência e completamente dependentes de máquinas e afins. Parece coisa de ficção cientifica, mas, ao que indica, dentro em breve, esta estória poderá tornar-se realidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário